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The Handmaid’s Tale – S02E11 – Holly

Oh holly… Night

Continuando de onde terminamos no episódio passado, June permanece isolada e perdida nessa mansão da qual foi levada para ver sua filha Hannah. O episódio foi totalmente focado na June, e em certo momento, me remeteu até a alguns filmes de sobrevivência que temos o protagonista sozinho tentando escapar/sobreviver. Entretanto, neste episódio tivemos algo surpreendente, e que eu não esperava que aconteceria aqui, e sim na season finale. 

Pois bem, June viu que possui uma oportunidade de tentar escapar, e com isso começa a vasculhar a casa, recolhendo alimento, água, primeiros socorros e consegue achar a chave para abrir a pequena casa da qual há um carro. Entretanto, há um empecilho impedindo que ela fuja… A porta da garagem não se abre. Provavelmente por ser uma porta elétrica, ela é mais resistente, e somente com a energia ela abrira, mas June não consegue recobrar a energia da casa, e consequentemente tem todas as tentativas de escape frustradas. 

Algo que me chamou bastante a atenção foi a aparição daquele lobo que ficou encarando June em duas ou três cenas. Eu não tenho muita certeza do significado daquilo, mas a forma com a qual inseriram aquelas cenas me fizeram questionar e pensar se é uma referência a uma liberdade ou solidão ali presente…

Enfim, indo agora para os pontos altos do episódio, temos a aparição surpresa de Serena e Fred, que vão até a casa em busca de Offred. Ficamos muito tensos com os dois procurando June, mas por fim eles não a acham, e para nossa surpresa, durante um momento em que Serena estava descarregando todo seu ódio em Fred, June surge com uma arma e aponta para o casal sem que eles a vejam. Aí entra aquele dilema, se June atirar, o que acontecerá com ela? Talvez sua morte caso ela não consiga escapar? Bom, não temos certeza. Por fim, June acaba não atirando nos dois, que acabam indo embora. 

Com isso, June continua presa na casa, sem saber o que fazer e como escapar. Sua contrações aumentam, e ela tem dilatação, fazendo com que ela perca muito sangue. Assim ela não vê outra alternativa, se não usar a própria arma para tentar chamar atenção de alguém para resgata-la. Após fazer isso, ela volta para casa e aí temos algo bem chocante, que é ela mesma fazendo o seu parto. A cena é conjunta com o momento do parto de Hannah, e podemos analisa-la como um respiro de liberdade para June e para sua filha Holly, pois, apesar de todo o risco, dor e agonia, June teve sua filha “naturalmente”, longe de toda bizarrice dos rituais de Gilead. Ao momento em que sua filha nascia, os guardas chegavam no local, e assim o episódio se encerra.

Essa solidão do episódio para mim teve dois pesos. Ao inicio, aparentou uma liberdade e uma esperança de que por fim, June conseguiria escapar. Mas depois da visita do casal, tudo se tornou agoniante, a dor da June carregando seu filho pareceu aumentar ainda mais, e o desespero de sair dali foi sufocante até ela não aguentar mais e pedir ajuda. Fiquei aflito o episódio inteiro, e não sei muito bem definir meu sentimento ao assistir a cena do parto, mas a única coisa que eu espero é que June consiga sair ilesa dessa fuga não programada, e que o feitiço se vire contra o feiticeiro (no caso, que Fred seja descoberto pelo que fez). 

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Ricardo Souza

Tem gente que diz que sou um amorzinho, eu digo que sou um trouxa. Viciado em maratonar séries e ficar na bad depois de assistir tudo em um dia. Amo muito música indie, quando quiser me chamar pra ouvir Florence já sabe onde procurar. Mineiro do interior que não puxa o 'r' quando fala, mas adora um pão de queijo.

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