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The Handmaid’s Tale – S03E02 – Mary and Martha

O submundo das Marthas

O segundo episódio de The Handmaid’s Tale trouxe uma perspectiva diferente, em que conhecemos um pouco do que se passa quando você é uma Martha. Além disso, o episódio mostra mais dos acontecimentos no Canadá e cria uma certa dúvida se podemos confiar ou não em Joseph. 

Sabemos muito bem que existe uma revolução acontecendo aos poucos, e as responsáveis por isso são as Marthas. Elas criaram uma rede em que tentam contactar Marthas com habilidades que possam contribuir em uma ‘guerra’ contra o sistema. Joseph, mesmo sendo um dos fundadores de Gilead, reconhece que existe uma rede que é conduzida de dentro da sua própria casa. Beth, uma das Marthas da casa de Lawrence, é convencida por June a integrá-la nesse sistema, e com isso a leva para conhecer o local onde as Marthas são transferidas para uma célula de resistência dentro dos Estados Unidos (que está quase todo dominado por Gilead). Infelizmente a Martha que seria transferida para lá, e que era professora de química, podendo contribuir na fabricação de bombas, acabou sendo descoberta e baleada pelos guardas de Gilead. Ela conseguiu chegar com vida na residência de Joseph, e todas elas, junto com June se juntaram para que ela não fosse capturada e morta de forma ainda mais brutal. Felizmente ela não foi descoberta, mas acabou não resistindo ao ferimento e foi morta. Uma questão que ficou é, de que lado Joseph está? Ao final do episódio anterior eu tive a sensação de que ele secretamente ajudaria June, mas nesse episódio ele usou o fato de ocultarem dele a presença da Martha morta e usou isso como punição para ela, fazendo com que June sozinha sepultasse a Martha. 

A confiança em Joseph como eu disse levanta algumas questões que envolve não só ele, mas também a sua mulher. Particularmente vejo sua esposa como alguém que não vai de acordo com aquilo que acontece ali. Há a questão de Joseph não estuprar suas Aias, e mentir para protege-las. Ao passo que isso ocorre, ele haje de forma ríspida e predatória contra (nesse caso) June, cada vez mais a tratando como um ser inferior. Descobrimos que Lydia está viva, e quando ela vai visitar a casa dos Lawrence’s, percebemos um claro desconforto vindo da Sr. Lawrence, sem contar o fato de Joseph intervir quando Lydia ataca June. Essa temporada o comandante terá bastante enfoque, então creio que ainda descobriremos muito mais sobre esse personagem tão complexo. Mas o que deu para compreender de início, é que ele se acha uma pessoa superior a todas as outras (e isso inclui os próprios comandantes), e vendo que seu sistema está dando errado, já que possivelmente não foi dessa forma que ele imaginou que seria Gilead, ele acaba por tentar de forma sorrateira ajudar os afetados por esse regime. Resta esperar para sabermos o destino dele.

Por fim essa temporada está mostrando mais do que está acontecendo no Canadá, e isso é óbvio já que Emily felizmente conseguiu escapar. Ao que parece ela está conflituosa sobre seus sentimentos, mesmo claro sendo um grande alívio estar do lado de fora daquele inferno que é Gilead. Ela passou por tanta coisa que é justificável seu choque com o mundo real, mas ao que parece, as coisas começam a voltar ao normal, já que sua saúde está boa, e ela está até mesmo revertendo o quadro da sua visão, que estava se deteriorando por conta das colônias. Ao final do episódio, ela finalmente toma a decisão de contactar sua noiva Sylvia, e a cena em que elas se ouvem “pela primeira vez” é pura e simplesmente emocionante. Emily duas vezes protagoniza cenas emocionantes nessa temporada, e eu amo que como eu já havia dito sobre o episódio 1, a série parece que compreendeu que não precisa de ser brutal para nos tocar.  Vale ainda destacar a referência que essa cena final deixou, com Emily ligando para Sylvia que estava dirigindo um carro verde, o único em meio a carros pretos e brancos, dando mais uma vez a sensação de esperança que nessa temporada está mais presente do que nunca.

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Ricardo Souza

Tem gente que diz que sou um amorzinho, eu digo que sou um trouxa. Viciado em maratonar séries e ficar na bad depois de assistir tudo em um dia. Amo muito música indie, quando quiser me chamar pra ouvir Florence já sabe onde procurar. Mineiro do interior que não puxa o 'r' quando fala, mas adora um pão de queijo.

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