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The Handmaid’s Tale – S03E12/13 – Sacrifice/Mayday [SEASON FINALE]

Devemos tudo a uma pessoa…

Após uma season que para mim foi com altos e baixos, mas em maioria acabou rendendo para mim uma experiência melhor do que a que tive com a segunda temporada, chegamos ao seu final com lágrimas nos olhos e com a esperança de que finalmente Gilead se encaminhará para a ruína. Mas apesar do clima esperançoso, para se chegar até ele tivemos que passar por momentos de tensão, e acompanhamos o desenvolvimento de June como uma personagem que está totalmente afetada por Gilead, e que por conta disso acaba tomando atitudes um tanto quanto radicais (?) assim podemos dizer. 

O argumento sustentável é de que June está disposta a fazer de tudo para salvar aquelas crianças, e nesses dois episódios tivemos uma sequência de acontecimentos que realmente provaram ou corroboraram parcialmente com isso. Mas qual o limite? É isso que nós devemos nos perguntar. June deixou Eleanor falecer bem diante de seus olhos, e o que poderia ser visto como uma atitude de vingança, já que ela era uma esposa, acaba entrando em conflito, já que Eleanor era uma vítima de Gilead (e também do seu marido) que criou tudo isso. Mas penso eu que June acabou não salvando Eleanor justamente para ela não atrapalhar no plano, como quase ocorreu no episódio anterior, então acho que aquela cena lá não foi por acaso. 

Mas June ainda foi além, ameaçando Marthas que poderiam arruinar o plano, e apontando a arma para uma criança, o que nós faz pensar o quanto June está afetada. Se lembram do episódio que se passou inteiro no hospital? Pois bem, aquele episódio a meu ver mostra esse momento em que June assumiu totalmente essa “nova personalidade”. Claro que houve outros pequenos momentos durante a temporada que também determinaram isso, mas esse episódio 9 foi de fato aquele que inseriu essa June.

As coisas também não estão indo muito bem para Serena e Fred, após eles terem sido pegos pelo governo Canadense, Serena achou que poderia se safar contribuindo com o governo para que somente Fred sofresse a represália, mas após ele descobrir que tudo isso foi um plano de sua esposa, ele acabou contando sobre todas as coisas inconstitucionais e desumanas que Serena fez em Gilead, fazendo assim com que o governo prendesse ela de vez (mesmo após ela conseguir uma liberdade condicional). Tivemos nesse meio tempo o conflito de Moira x Serena e Fred x Luke, o que foi muito bom para finalmente os presos (como é bom digitar isso) ouvirem algumas verdades. 

Apesar dos desandares e de toda a tensão criada pelas atitudes de June, acabou que o plano começou a ser executado com a ajuda de Joseph e diversas outras Marthas e Aias. O risco foi enorme, até chegarmos no momento em que o grupo enfrenta os guardas na entrada do aeroporto. A sequência de acontecimentos aqui foi bem impactante, com June se tornando algo além de um modelo para as outras Aias, fora todo o medo de tudo dar errado e todas aquelas mais de 50 crianças não conseguirem escapar. Felizmente June se arriscou mas conseguiu fazer uma distração para que as Marthas escapassem junto com as crianças. O resultado foi uma das cenas mais emocionantes que eu vi em toda a série, eu chorei muito com todas as crianças desembarcando no Canadá, e uma delas reencontrando o seu pai. 

Como eu disse, June agora é vista como uma figura além das Aias, talvez como uma salvadora, e pelo que entendi a própria série quis deixar isso implícito. O fato dela ter se sacrificado e quase morrido, e ao final, após ser baleada e carregada pelas Aias mostra o quanto ela é vista como alguém que poderá libertar todas elas daquele sofrimento, já que a mesma conseguiu fazer isso por mais de 50 crianças. 

Eu curti bastante essa terceira temporada, mesmo ela possuindo algumas coisas que eventualmente incomodaram. A série poderia muito bem ser feita em dez episódios como na primeira temporada, eu acho que isso traria até mais impacto e eles conseguiriam enxugar muito melhor a narrativa. Eu vi algumas criticas sobre os closes excessivos da Elisabeth, e eu sou um pouco a favor dessas críticas, mas assim, eu penso que usar esse recurso de forma pontual poderia contribuir e deixar o trabalho muito mais bonito e impactante do que ser usado em todos os episódios durante várias vezes. Entretanto isso já é algo característico da série, então uma mudança poderia criar um desfalque bem grande, sendo assim, entramos em uma situação complicada aqui. Eu curti bastante a redução da violência extrema que ocorreu na temporada anterior, e sei que várias outras pessoas também curtiram isso. A inserção de personagens mais variados é outro ponto positivo para a série, bem como explorar algumas histórias como a da Tia Lydia. Por fim, a tão esperada revolução não veio mais uma vez, mas com essa temporada ficou bem mais claro que as coisas estão andando para frente, e eu defendo que tudo isso poderia ter ocorrido na segunda temporada (por isso é a temporada que menos gosto). 

Bom pessoal, espero que vocês tenham curtido tanto quanto eu essa temporada, e fiquemos no aguardo para uma quarta temporada mantendo o nível de excelência dessa série incrível! 

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Ricardo Souza

Tem gente que diz que sou um amorzinho, eu digo que sou um trouxa. Viciado em maratonar séries e ficar na bad depois de assistir tudo em um dia. Amo muito música indie, quando quiser me chamar pra ouvir Florence já sabe onde procurar. Mineiro do interior que não puxa o 'r' quando fala, mas adora um pão de queijo.

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