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The Sinner – S02E07 – Part VII

“Salvar meu filho, não irá te salvar”.

Se tem uma palavra que representa bem este episódio, essa palavra é “Comoção”. Sim, porque foi o momento que tivemos para conhecer as camadas de Marin. Inclusive, tenho que confessar que tinha um leve ranço logo no início. Mas conforme a trama foi avançado, fui cedendo, até o episódio de hoje.

Cá entre nós, quando o assunto é proibir o direito de ver o próprio filho, mexe intimamente com a gente. Não é verdade? E também não podemos esquecer de Vera Walker. Afinal foi graças a ela que as regras de Mosswood, mudaram. Em termos de abusos e violências físicas e sexuai.

Uau, acho que estou me antecipando demais. Então vamos logo à nossa Review porque temos vários pontos para analisar. Né verdade? Sendo assim, #PartiuReview

Antes de mais nada comprovamos que a figura encapuzada existe. Sim, e como já suspeitava, é Marin que está vivinha da Silva. E aquele cadáver localizado no porta-malas do carro? Não passava do embuste do Iluminado. Eu sei que é errado, mas… um verme que foi eliminado.

E por mais que não se deva pagar o mal com o mal, Vera Walker precisava dar um fim naquelas diretrizes insanas. Onde já se viu? Considerar abusos e violências sexuais e físicas como um processo de libertação? Não é de se revoltar? Então Vera só quis limpar toda a bagunça, antes que seja tarde demais.

Agora ela só esqueceu que para recomeçar, é preciso exorcizar os mal que tomava conta do local, e não ocultando mais a verdade. Afinal, os pecados escondidos sofrem um efeito de bola de neve, porque uma hora não terá mais controle. E por falar em segredo…

Veja as consequências em querer ocultar a existência de Marin. A morte de Adam e Bess. E tudo na tentativa da mãe ter novamente seu filho em seus braços. Mas por medo Vera Walker criou um mundo sombrio na cabeça de Julian. Que cá entre nós, mexeu demais seu sentimento de culpa, quando vimos o seu surto no ônibus.

Ficou claro ali que ele não tem problemas psicológicos, mas valores distorcidos por sua mãe adotiva e que ele está podendo enxergar com clareza. Inclusive achei interessante como repetiram fórmula da primeira temporada: qual os limites do ser humano para manter um segredo e defender os filhos?

E o mais interessante é ver que uma pessoa com traumas profundos é que tem mais força em correr atrás do certo, que aqui no caso é o detetive Harry. E o olha, só temos que aplaudir de pé. Bill Pullman mais uma vez me comoveu com seu personagem. Já não bastasse seus traumas de maus tratos pela babá na infância, ainda ter que carregar a culpa de tentar matar sua mãe, achando que estava libertando-a.

Logo, o detetive Harry deixa-nos a lição de que só conseguiremos vencer os desafios se enfrentarmos os nossos monstros de frente. O que não deixa de ser verdade. Será que você teria essa força em enfrentar seus monstros como Harry? Me conte nos comentários e vamos debater sobre isso.

E para finalizar, já que começamos com Marin, precisamos terminar com ela. E por mais óbvio que fosse sua morte, senti pena dela. Porque ficou claro que sua ida ao convento foi para limpar-se e tentar recomeçar fazendo aquilo que era certo. Então já que Vera proibiu de ver seu próprio filho, então o único jeito e tirá-lo daquele local que é marcado de sofrimento.

Mas infelizmente não teve sucesso. E quem levou Julian? Sei não… mas tenho uma leve impressão que Vera Walker está por trás disso tudo. Porque querendo ou não, essa mulher é ninja, não é verdade?

Confesso que até esse penúltimo episódio, percebi que a produção está seguindo a mesma estrutura da primeira temporada: uma sequência de mistérios para despistar o espectador. E se seguirem à risca, Julian não deixará de ser culpado. Porém devido as circunstâncias, sua pena será abrandada. Você concorda?

Então deixa seu comentário aqui e vamos debate este episódio. Será que você no lugar de Vera Walker faria o mesmo? E o Julian, foi vítima dela? Me conte aí. Enquanto isso, vamos ver o último episódio reserva.

Então aguardo você no próximo post 😉

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Dandy Souza

Um libriano amante de um bom suspense casado com o belo terror psicológico, porque a vida precisa de emoções. Seu lema: "toda obra tem sua moral, então fique atento aos detalhes". Twitter: @dandysouza81

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