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The Voice AU – S07E07 – The Blind Auditions 07

Um programa para por as lágrimas em dia! 😭😭😭

Um episódio sem muitos talentos, mas que justifica bem o quão maravilhosa essa franquia é. Embora a produção queira nos empurrar goela abaixo possíveis brigas entre os coaches, em momento algum ela perdeu a essência que sempre teve, que é focar na historia dos participantes e não no estrelismo dos mentores. Hoje foi um dia que terminei a edição sem nenhum favorito, mas com a sensação de que todos que passaram por ali não passaram à toa. Isso revela um cuidado tão grande que o programa tem em nos mostrar o quão importante é essa oportunidade para cada um dos artistas. Todos eles acabam chegando ao palco mais transparentes, o que nos permite ver com mais clareza a relação que cada um deles tem com a música.

Não que o background do artista deva ser mais importante que seu talento e competência, mas isso conta muito na hora de tentar compreendê-lo um pouco além das notas musicais. Isso pra mim sempre importou muito e não consigo deixar de elogiar tudo isso no The Voice Australia. Além disso, os coaches vem demonstrando uma sensibilidade tão grande nos feedbacks dados a todos os participantes e isso muito me alegra. Se vocês não estão vendo o programa na íntegra, vejam! Vale muito a pena. Bom, sem mais, vamos comentar o programa de hoje? Hoje trouxe a paneleira Luana, para avaliar comigo cada apresentação.

[TEAM JOE] Anyerin Drury – “Chandelier” by Sia 

Tati: Gente de Deus, quem aguenta mais Chandelier em reality musical? Em todo o canto, em toda edição tem alguém cantando. Eu, que odeio comparar, acabo comparando inconscientemente com outras apresentações. Essa não é a primeira versão arranjada de maneira mais cadenciada e eu não fiquei tão surpreendida, mas foi uma escolha inteligente para ele, pois a música mais caiu perfeitamente na voz dele e permitiu que a gente apreciasse mais as dimensões do timbre. Foi uma blind bem executada, apesar de não ter me cativado tanto. De qualquer forma, vejo futuro nele no programa, com as escolhas certas e músicas mais emocionais como esta.

Luana: Misericórdia, 2018 e ainda estão cantando “Chandelier” em reality shows! Anyerin (que não sei pronunciar) fez um trabalho muito eficiente, e obviamente, sabemos que se trata de uma música muito difícil e que exige MUITA potência vocal e controle. Não morri de amores não, mas também não posso negar que foi uma audição extremamente competente e que mereceu sim ter cadeiras viradas! Então, né… Aplausos merecidos para Any!

[TEAM DELTA] Aja Elshaikh 15 “Different Worlds” by Jes Hudak

Tati: Quero dizer que chorei um pouco com a entrevista de Aja. Para quem ainda não sabe, Aja tem uma doença rara, a Síndrome de Tourette, e encontra música uma forma de contornar a doença e se expressar com mais facilidade. Ela se identificou com um participante da season 5, Adam Laddel, que também tinha uma doença rara, e chegou a conhecê-lo no programa. Dois anos depois, ela resolve voltar e tentar a mesma sorte que Adam. Eu já falei na introdução como acho isso tão sensível e bonito. Mas vou me atentar aqui a falar sobre a blind de Aja: vi um timbre puro e uma sutileza ao cantar que muito me agrada. Eu não morri de amores pela voz, mas achei de uma sensibilidade tão grande, com uma construção tão bonita, principalmente pela letra de uma song choice muito bem escolhida. Estou muito feliz que Aja veio tentar construir uma história no programa, assim como sua inspiração.

Luana: Não vou discutir o fato das 4 cadeiras virarem, porque esses 4 aí não tem controle de nada e eu já estou exausta. Aja tem uma voz muito doce e muito suave. Assim que ela começou a cantar, eu imediatamente pensei “nossa, que algodão doce”. E a escolha da música casou bem com toda a vibe da voz da menina. Foi uma audição muito linda e ela é muito fofa mesmo!

E Adam, que virou amigo pessoal de Aja, foi ao programa acompanhar sua blind. 🙂

Ps: eu não achei um vídeo do Adam, mas queria compartilhar essa belezura com vocês. <3

[TEAM GEORGE] Jackie Ramsay – “Rock and Roll” by Led Zeppelin

Tati: Olha, Jackie estava um poço de nervosismo e ficou nítido tanto na entrevista, quanto assim que ela entrou no palco. Porém, no decorrer da apresentação, ela foi se soltando e demonstrando algo que me cativa muito na maioria dos rockers: a energia. É bem bacana ver como, geralmente, rockeiros se divertem no palco e isso é muito massa. Porém, não vi nada de especial na voz dela e acho que ela ficou devendo na parte dos vocais. Se eu estivesse às escuras ali, como os jurados, provavelmente eu não viraria.

Luana: Rock and Roll de verdade, né mores! Mas não vou mentir, Jackie não me mostrou nada de tão especial a ponte de me deixar “aaaaaaaaaa” não. Essa música é um hinão, mas cantar Led Zappelin é uma tarefa árdua demais, né não? HAHA. Infelizmente, o tempo inteiro eu fiquei com os vocais ardentes do Robert Plant ressoando na minha mente, e acho que isso acabou deixando minhas expectativas muito altas para o que Jackie foi capaz de entregar. Mas não se enganem, essa moça é uma vocalista e tanto, e dá pra perceber que ela sabe muito bom o que quer e tem total consciência de quem é artisticamente!

[ELIMINADO] Sax Bates – “Perfect” – Ed Sheeran

Tati: Sax tem um timbre comum e, ao menos nesse vídeo, deu pra perceber que ele não é tão dinâmico. Ai o bichinho vem me escolhe essa coisa morta que é “Perfect”(desculpa, Edinho, mas essa música se tornou chatíssima pra mim hahaha) e complicou tudo pra ele. Foi tudo tão linear, gente, que eu só queria voltar pra cama e continuar a dormir. Talvez ele possa melhorar daqui pra frente, mas ele precisa amadurecer muito e acho que isso não aconteceria em tempo hábil no programa.

Luana: Que neném, gente! Mas vamos combinar, essa audição foi uma das coisas mais morninhas possíveis. Sax ficou sempre na mesma linha, não criou um momento para si e acabou por não impressionar a ninguém, infelizmente. Foi tudo muito fofinho, mas só isso mesmo.

[ELIMINADO] Tony Trimboli -“I Took a Pill in Ibiza” by Mike Posner

Tati: A inserção da blind de Tony foi tão mal feita no programa que, do nada, ele já estava cantando e quando eu vi, já tinha acabado. Tudo que vi em Tony foi um timbre interessante, mas nada além disso. Acredito que a escolha da música tenha o prejudicado em algum momento, já que as palavras que são ditas mais rapidamente na música não permitiram que o timbre dele fosse evidenciado. Além do mais, achei tudo um pouco morno demais, o que o atrapalhou um pouco. Mas vejo potencial nele, quem sabe ele possa voltar daqui uns anos.

Luana: Mesmo caso do Sax, né gente. Um carinha bonitinho, tocando seu violãozinho e pá… Mas só isso. Tony estava nervoso e sua voz soou trêmula em várias partes. Achei super criativo de sua parte dar um novo “spin” nessa música, mas vocalmente acho que ele deixou bastante a desejar. Não adianta subir nesse palco para cantar como se fosse uma reuniãozinha na sala de casa, você tem que subir ali e entregar a performance da sua vida, né gente.

[TEAM DELTA] Holly Summers-Clarke – “Sitting on Top of the World” by Delta Goodrem

Tati: Gente, posso aproveitar a deixa pra dizer o quanto Delta é especial e o quanto eu queria que ela fosse reconhecida mundialmente? Eu amo tanto essa música <3. Vou aproveitar pra falar também o quanto acho ridículo Boy sendo desnecessário, falando que Delta é princesa da Austrália, mas ele é a rainha da Inglaterra. Por favor, né, viado? Me poupe! Enfim, falando da blind, achei a voz de Holly comum, mas a achei bastante inteligente por escolher essa música, afinal, ao meu ver, foram as partes mais altas e os agudos da música que permitiram que ela conseguisse chamar a atenção de alguma forma. Ela deu algumas desafinadinhas básicas, mas não foi nada assustador e, pra mim, ela mereceu um lugarzinho no programa, sim!

Luana: Arrasou! Particularmente, eu não conheço as músicas da Delta, então eu não tinha nenhum parâmetro ao assistir a performance da Holly. Mas se a cantora original virou, deve ter sido satisfatório né? Haha. Eu adorei os falsos falsetes da Holly e ela arrasou em todas as transições, ela soou linda demais! Eu achei lindo, lindo, lindo!

[ELIMINADA] Paris Wells – “Upside Down” by Paloma Faith 

Tati: Será que ela estava gripada, gente? Que voz anasalada hahaha! Me deu uma agonia tão grande, que eu não aguentaria ouvi-la em outras fases. Tirando isso, eu acho que ela não fez nada errado, entregou o que a música pedia e deu o melhor de si. Paris tem uma energia tão legal, um humor tão contagiante, que acabei ficando com pena de não ter virado nenhuma cadeira.

Luana: Ai, gente! Houve um tempo que eu fiquei VICIADÍSSIMA em Paloma Faith e essa era uma das minhas músicas preferidas da vida! Paris foi maravilhosa e eu queria muito que ela tivesse virado cadeiras, porque é tão incomum cantarem Palominha nesses programas. Talvez a songchoice realmente não tenha ajudado, mas ela fez tudo tão corretinho, que triste.

[TEAM GEORGE] Collin Lillie – “Father and Son” by Cat Stevens 

Tati: A música foi uma verdadeira salvação para Collin e que bom que ele resolveu andar junto com ela, pois ele nasceu pra isso. A escolha da canção foi tão propícia para o que ele abordou na entrevista e para expressar o tanto que a família tem sido importante pra ele, que não tem como não achar o que ele fez bonito. Sei que os mentores não sabem do que a gente sabe antes de virarem suas cadeiras, mas eles podem sentir e acho que isso foi possível enquanto Collin cantava, pois senti tanta verdade e ele construiu a música do jeito dele, com uma visível sensibilidade.

Luana: Meninas, vocês têm doença?! Eu não acredito que ontem teve uma coitadinha cantando “Let It Go” de FROZEN e virando as 4 cadeiras, e este senhor cantando um clássico não adorado o suficiente de Cat Stevens só virou 2 cadeiras! Eu AMEI! Provavelmente teria virado já na primeira nota! Collin tem um timbre muito agradável, e o “gravel” na voz dele só deixou tudo mais bonito ainda! E além de tudo, ele tem uma daquelas vozes que contam histórias, sabe? Ele não tava ali apenas cantando, ele estava contando toda a história da música e com muita maestria! Adoro audições que me fazem viver o momento assim! Adorei, já é um dos meus favoritos.

—— COMO OS TIMES FICARAM  ——

#TEAMBOY: Sheldon Riley, Chang Po Ching, Rene Le Feuvre, Luke Anthony, Chrislyn Hamilton, Leo Abisaab, Jackie Ramsay e Collin Lillie.

Team Boy continua sendo o que tem menos nomes relevantes, ao meu ver. Sheldon continua sendo o frontrunner do time e um dos artistas mais amados da competição até o momento e isso é algo bom, pois Boy adorou o menino e ele tem chances de ir longe. Gosto muito de Leo, pelo potencial e de Collin, pelo artista que demonstrou ser e acredito que ambos poderão entregar ótimas apresentações.

#TEAMKELLY: Erin Whetters, Jake Nicholls, Somer Smith, Madi Krstenvi, Bella Paige, Sam Perry, Seanny Millar, Ricky Nifo e Brock Ashby.

Pisa menos, Kelly, eu te imploro! Essa nega tem simplesmente a minha cantora favorita da edição, Bella Paige, e um artista que vai dar muito o que falar, Sam Perry. Tirando isso, não vejo nada de espetacular nos outros artistas, além de potencial. Mas só de ter minha artista favorita, já fico bem atenta a esse time.

#TEAMDELTA: Mikayla Jade, Jacinta Gulisano, Ben Clark, Tim Karkoswki, Oskar Proy, Tayla Thomas, Aunty Ora, Aja Elshaikh e Holly Summers.

Algumas pessoas falam que o Team Delta é fraco, mas eu discordo. Vejo muitos nomes com altíssimas chances de decolarem na competição, até porque estamos falando de uma excelente coach, que pode ajudar muito cada um deles. Mika, Oskar e Aunty são meus favoritos até o momento, mas eu vejo potencial na maioria dos artistas desse time.

#TEAMJOE Aydan Calafiore, Homegrown, Jackson Parfitt, Pete McCredie, Sally Skelton, Josh Richards, Liv Bevan, Zoe Tsagalis, Anyerin Drury.

Joe tem um time muito bom e não falo pelo fato da maioria ser 4 chair, mas simplesmente por achar que a maioria deles tem grandes chances de chegar longe na competição. Presumo que muitos steals sairão daqui. Meus favoritos são o trio, Sally, Josh e Zoe.

Então é isso, pessoal! Me despeço de vocês por aqui e volto na semana que vem com mais um episódio de blinds. Sim, temos muitos haha. A franquia australiana não costuma correr a edição e permite que a gente conheça todos os artistas, sem beneficiar um ou outro. 🙂 Até mais e obrigada pela companhia!

Para assistir e/ou baixar o episódio completoCLIQUE AQUI.

 

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Tatiane Silva

Sou uma Social Media e Community Manager que ama tanto o que faz, que acaba fazendo isso quase que o tempo todo. Eu moro na internet, por isso acrescento doses diárias de cultura inútil e memes que é pra eu não me entendiar. Amo realities musicais, gasto horas em grupos de discussão e sou viciada em coisas que me fazem dar boas risadas e esquecer da minha conta bancária negativada.

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