Apenas chocado.

Depois de uma estreia tão maravilhosa, as expectativas para This Is Us estavam altas e, por mais que este episódio não tenha sido melhor que o anterior, ainda assim conseguiu me surpreender, até demais para ser bem franco.

De cara, já estranhei o salto no tempo submetido ao plot de Jack e Rebecca e isso não possuir reflexo para Randall, Kate e Kevin. Mas tudo bem, isso seria apenas uma forma que os roteiristas acharam para dar continuidade à história. Mas aí me deparo com o fato do nome das crianças serem iguais aos dos três adultos que são protagonistas na série. Eu fiquei tipo: OI?? A conexão entre Jack e Dr. K. é tão divina a ponto de compartilharem a mesma história e ainda os mesmos nomes para as crianças? Até que foi criando-se dentro de mim a possibilidade de aquilo ser sobre o passado dos irmãos. Sem contar que a menina compartilhava a mesma história da atual Kate desde a infância.

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A maneira que a trama vai sendo construída é feita de maneira tão inteligente e cuidadosa que não há como não se apaixonar. Ao menos eu me sinto bem sempre que tenho lembranças sobre meu passado, portanto essa sacada de falar sobre os mesmos personagens em duas épocas diferentes me pareceu bastante incrível, só não sei se isso renderá o suficiente para mais temporadas, pois realmente não consigo imaginar um futuro longo para This Is Us, por mais maravilhosa que esteja sendo até então.

Os plots de Kate e Randall são infinitamente mais interessantes que o de Kevin, até de ver o que eles vivenciavam quando criança só conseguiu me relacionar com os mesmos. Mas até entendo o porquê do pequeno Kevin ter esses tipos de atitude, pois geralmente quando crianças vivemos em constante busca por aceitação, não são todas que se impõem por conta de um preconceito, o qual nem elas mesmo conseguem compreender. Imagina os questionamentos que devem vir à mente dele e, mesmo que isso não pareça ser um problema para Kate, temos de entender que cada um lida de uma forma, até porque Kevin e Randall iriam provavelmente dividir o mesmo grupo de amigos.

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Em relação aos plots, as coisas me parecem estar caminhando bem. Kate e Toby são um casal adorável e tenho certeza que ele irá ajuda-la bastante a vencer toda essa negação e falta de autoestima, a um ponto de que ela possa perceber que não há motivo para sentir-se inconfortável com o que somos, e caso haja, basta lutarmos contra isso, no caso dela é perder o peso. Mas, antes de qualquer coisa, temos que nos amar. Randall é, de longe, a pessoa mais intensa dessa série, ter sido desde cedo e ainda ter que conviver com a ideia diariamente só por causa de uma cor de pele deve trazer profundos pensamentos. Contudo, ele continua sendo a pessoa mais bem sucedida, as coisas realmente acontecem por um motivo, não é mesmo? Só não sei se William no convívio familiar será uma boa coisa, até porque por mais que eu queira acreditar, parte de mim se preocupa igual a Beth. Kevin mesmo sendo o primeiro a ter nascido, continua tendo o plot mais desinteressante, espero que possam trazer coisas que relacionam as dificuldades vivenciadas por ele no passado, pois no primeiro episódio pudemos ter uma ideia de que o mesmo teve problemas relacionados à questões paternas. Todo episódio tem um frase marcante e neste, sem dúvida alguma, foi aquela paradinha que remete ao título de episódio. Por isso, a ligação que Kevin fez a Randall foi para mim a cena mais emocionante, com uma música de fundo que ajudou bastante.

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Quanto ao casamento de Jack e Rebecca, não aconteceu nada imprevisível, com o decorrer do episódio, deu a entender que Miguel era mais que só um amigo, sem contar que seu tom me pareceu bastante sugestivo. A cena final para mim foi O CHOQUE, quando pudemos descobrir que Rebecca e Jack são realmente os pais de Randall, Kate e Kevin e que, no fim das contas, Rebecca e Miguel ficaram juntos. Até o cordão de lua estava lá, para mostrar o quanto a produção está atenta aos detalhes. Agora só nos resta esperar o novo episódio para sabermos mais sobre a vida e o passado dos personagens dessa série linda e inteligente.

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Confiram o promo do terceiro episódio:

No mais, sintam-se à vontade para darem suas dicas e também comentários sobre a review. Espero encontrá-los novamente em breve, finalizo desta vez com a cena épica deste episódio. Até a próxima, meu povo!

SOCORRO, ME ARREPIO TODO

First came: Me! And dad said: Gee! And then came: Me! And mom said: Whee! And then came: Me! And they said: THATS’ THREE! BIG THREE? BIG THREE!

 

 

Antonio Netto
Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.
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