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This is us – S02E15 – The Car

Eu queria muito chegar aqui e simplesmente entregar para vocês cada detalhe desse episódio para vocês, mas, não da, simplesmente não da.

Talvez quem não seja tão envolvido com a série ou quem talvez não a acompanhe tão de perto, não entende o porque desse episódio ser tão indescritível. Sabe, desde a primeira temporada em que sabíamos que Jack estava morto, eu sempre tentei não pensar muito bem como seria quando esse dia chegasse,porque, Jack não era apenas um personagem querido que ganhou meu coração, ele foi muito além disso, ele quebrou a barreira entre telespectador e personagem e simplesmente invadiu nossas vidas da maneira mais linda possível. A cada episódio que ele aparecia, a cada cena em que ele demonstrava seu bom e velho otimismo e em cada vez que ele demonstrava a sua sabedoria, nos apegávamos cada vez mais e mais a esse homem que conceber a ideia de que ele estava morto era quase impossível.

“The Car” não foi o episódio do funeral de Jack, foi o episódio que nos fez lembrar o porque dele ser tão amado e querido por todos, e cada vez que aparecia uma cena dele ali, naquele carro sendo o homem que ele amava ser, isso enchia os meus olhos de lágrimas, pois, Jack era uma das pessoas mais lindas que você poderia conhecer na vida, desculpem-me mas eu não consigo ver mais ele como um simples personagem, dentro de mim eu sinto como se ele tivesse vivido comigo, como se eu tivesse feito parte da história dele e se o objetivo da série era fazer você sentir realmente o peso da morte dele, eu posso afirmar com toda certeza que eles conseguiram. Jack se tornou tão indispensável nesse mundo de “This Is Us” que toda vez que eu olhava para Rebecca eu tentava aceitar o fato de que agora ela estava sozinha, sem o homem que tirava os seus medos, que era seu porto seguro, que sempre estava ali para mostrar que tudo vai acabar bem e que ela não precisava se preocupar, pois, viveria para sempre. A cena deles na árvore e ele predestinando que morreria primeiro que ela foi muito triste, porque realmente aconteceu e ele não tinha ensinado Rebecca a viver sem ele e agora ela foi de esposa do melhor homem do mundo, para viúva do melhor homem do mundo.

Rendall, Kate e Kev. Acho que agora nós começamos a entender o porque das disfuncionalidades de cada um deles. Pensa; você é filho de ninguém mais, ninguém menos que Jack Pearson, o homem que todos admiram, que todos querem por perto, que não tem medo de nada, que está sempre ensinando algo novo e trazendo algo bom para vida das pessoas. Imagina ser filho desse cara? Ele é a definição perfeita de herói e o mais engraçado disso tudo é saber que o pai de Jack não era um herói para ele, que ele foi o total oposto do que seu pai significava para ele, que seus filhos tiveram alguém para admirar, amar, contar os medos e aprender tudo o que precisavam sobre a vida. Quando Jack estava individualmente com cada um deles, ele conseguia se adaptar a personalidade dos meninos, ele conseguia traduzir e falar a mesma coisa que eles, seja com Kate, com Kev ou Rendall, ele sempre se adaptava a seus filhos. E agora? Quem vai entender esses meninos? Como eles vão se adaptar sem esse homem que era tão imprescindível na vida deles? O fato de Jack não estar lá para dar rumo a confusão de suas mentes com certeza trouxe todos os problemas emocionais que os três tem hoje e por mais que Rebecca seja uma mãe sensacional, ela nunca conseguiu fazer com eles o que Jack fez.

Eu quero terminar essa review simplesmente agradecendo por esse episódio não se tratar do funeral de Jack, mas sim sobre uma homenagem a quem ele foi, ao que ele fez, e a todos os momentos que ele nos emocionou como sendo pai, marido e amigo. Eu acredito sim que existam Jacks da vida real, não homens perfeitos, mas homens que cumprem o seu papel de pai de uma forma tão explendida que marca a vida de todos que estão a sua volta. Meu pai é o meu Jack e esse episódio me fez pensar como seria perde-lo e me fez entender que antes de qualquer coisa eu já tenho meu pai marcado em meu coração, assim como Jack será sempre marcado em nossas memórias. Obrigado Jack!

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.

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