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This Is Us – S04E03 – Unhinged

União. É isto.

A palavra de ordem desse episódio foi união, de diversas formas, intensidades e entre variados tipos de pessoas e que possuem diferentes tipos de relação. Cada situação que nos foi apresentada no episódio, foi solucionada ao menos aliviada justamente por conta da união. Vamos falar primeiro da união entre os irmãos Pearson adolescentes e também da importância da união familiar como um todo, essa relação dos 3 enquanto adolescentes sendo redefinida e estreitada foi a grande representação do episódio ao meu ver. Foi uma das primeiras vezes, se não a primeira, que vimos Kevin quando novo se preocupar de verdade com Randall e ajudá-lo da única forma que ele conseguiu pensar, dando seu apoio e mostrando que ele não estava sozinho. Exatamente como aconteceu na 2ª temporada que ele foi correndo ao encontro de Randall no escritório enquanto ele tava tendo uma crise de pânico e ele se fez presente. Nesse episódio mostrou justamente que desde aquela época ele já sabia que o irmão sofria com esses problemas emocionais e se fez presente desde então, foi muito bonito ver a evolução de Kevin e da relação dele com Randall desde criança até os momentos atuais, que ele vem se mostrando forte, decidido e disposto a lutar por quem ele ama, como vem fazendo com seu tio Nick.
Mas além da relação de Kevin e Randall, foi bacana ver a cumplicidade que os 3 irmãos criaram já na adolescência se abrindo um com o outro, Randall falando da sua crise de ansiedade, Kate do beijo que deu no Stewart lá na piscina e deixando em aberto essa questão da insegurança por conta da obesidade e eles unidos ajudando um ao outro. E no fim, chamam os pais para assistir o programa de TV em família porque era algo que Randall precisava e eu tenho certeza que só em olhar pro Randall, Jack percebeu tudo e fez questão de todos terem esse momento em família, unidos.

Outro momento muito emocionante pra mim e que mostrou o quanto Miguel merece todo o nosso respeito e carinho foi quando ele fez questão de defender Jack e se colocou em risco para salvar o emprego do amigo. Eu só faltei levantar do sofá para aplaudir de pé quando eu vi. E deu certo! Mais uma prova de como, literalmente, a união faz a força. E aquele telefonema entre ele e Jack, só me fez ter a certeza do quanto Jack estaria feliz em saber que já que ele não pode mais estar presente com a família, que Miguel está do lado deles.
Tivemos outra cena bem interessante também mostrando a cumplicidade e, novamente, união entre Deja e Tess e foi muito legal ver praticamente pela primeira vez o quanto elas se dão bem e contam uma com a outra, que se escutam e se apoiam. Achei tão importante a fala da Tess de que quando musou de escola, achou que fosse se mostrar como ela é e tudo seria normal, mas que ela não conseguiu evitar responder que tinha achado o cara da escola bonito, isso mostra a tão debatida questão da heteronormatividade, que as pessoas não associam inicialmente que você pode ser gay, já que o “normal” para a sociedade é ser hetero. E muitos com medo do julgamento, acabam se rendendo a fingir ser alguém que não é, mas ainda bem que a Tess tem a família que tem e creio que vai lidar com essa questão de uma forma mais saudável para ela mesma.
Quero falar também de 2 relações inesperadas que promete bons frutos: Kate e o vizinho que teve AVC e Kevin, Cassidy e Nick. Eles se ligaram um ao outro porque partilham dos mesmos sofrimentos e/ou limitações. Kevin contando na reunião da dificuldade dele em se manter sóbrio, Cassidy vem passando pelo mesmo tipo de situação e Nick também, desde que sua terapeuta mudou de locação, então aquele riso foi de parceria e desespero ao mesmo tempo e tenho certeza que essa união vai fazer bem aos 3. O mesmo com Kate e o vizinho, já que ela tá aprendendo a viver com as limitações do filho e vive às voltas com as questões da auto-aceitação do seu corpo, que voltaram mais fortes depois que ela descobriu que Toby vem se exercitando. Eu quero muito ver mais dessas novas relações porque imagino que vão render boas histórias e momentos.
Por fim, só queria dizer que a última prova de “a união faz a força” foi Randall dando valor a quem realmente está com ele e demitindo a tal da Bernice e priorizando o Jae. E é justamente por isso que eu amo esse homem, porque ele não abre mão dos princípios dele por interesses políticos e é justamente disso que a gente precisa nesse momento, um homem desse.

Comentem aí qual história vocês estão mais interessados em ver o desenrolar e o que acharam do episódio!

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Caroline Azevedo

Seriadora de carteirinha. Shipper de plantão. Friendsmaníaca. Viciada em música. Feminista. Meu sonho é ser uma Sense8 e me dividir em várias partes para conhecer esse mundão afora, tudo ao mesmo tempo, agora.

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