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This is us – S04E09 – So Long, Marianne

Tradições…

Toda família tem uma tradição, correto? Mesmo que ela não seja convencional, sempre haverá algo a ser passado de geração em geração e não importam as circunstâncias, aquele momento nunca será esquecido. Jack é a espinha dorsal da família e tudo sempre girará em torno dele mesmo ele não estando mais ali e Nicky pôde sentir isso quando foi passar o seu dia de ação de graças com os Pearsons. Tivemos várias problemáticas levantadas e uma delas são as relações na adolescência, Tess é gay e a dificuldade de expor isso para as pessoas tem levado a garota para conflitos muito mais intensos. Quem foi o gay que nunca passou por isso não é mesmo? A insegurança de como as pessoas irão receber quem você é de verdade, ainda mais sendo jovem no dia de hoje faz com que você reprima sentimentos que precisam ser expostos. Eu amo This is us porque eles conseguem abordar e retratar a realidade de uma forma tão delicada e verdadeira que você facilmente se identifica com o que eles propõem ao telespectador. É muito difícil uma série se manter boa e relevante por tanto tempo abordando apenas a vida real, sabe? Sem artifícios lúdicos ou vilões mirabolantes, apenas a vida de pessoas normais lidando com as consequências de seus atos. Deja é uma personagem que vem crescendo e tem conseguindo segurar a responsabilidade de sua personagem. As cenas dela com a mãe relembrando e se questionando por tudo o que elas viveram ou deveriam ter vivido foi muito bem construído. Tudo nesse episódio parecia dar muito errado, pois, Randall e Rebecca estavam brigados, Kate e Tob meio estremecidos e Nicky que estava pela primeira vez em contato todo o legado que o seu irmão deixou. E mesmo ele pensando que tinha sido esquecido por seu irmão, ele descobriu que tradição é algo que nunca morre.

É interessante perceber como os Pearsons conseguem ter tantos conflitos e no final estarem sempre juntos um pelo outro, eu sinto que Jack é presente mesmo estando morto, sabe? É como se eles sempre se questionassem o que Jack faria se estivesse naquela determinada situação. Kate e Tob tem vivido os conflitos normais de um casal que passa pela mudança brusca de ter um filho e tentar adaptar a sua relação a isso. No início, logo nas primeiras temporadas, Kate sempre foi muito mais resistente a uma relação do que Tob, e, até a forma como a série aborda a questão do peso da Kate é genial. Eles poderiam super explorar esse aspecto da personagem, mas com o tempo eles optaram por mostrar que ela pode ter uma vida normal e que o seu peso não tiraria sua felicidade por mais complicações que ele trouxesse.

Rebecca talvez seja a personagem mais densa e a menos exposta de toda a trama. É evidente que ela perdeu o sentido da vida depois da morte de Jack mas foi obrigada a se reconstruir para poder auxiliar os filhos. Rebecca não deixou que em momento algum tudo aquilo a afetasse a ponto dela simplesmente não conseguir criar os meninos, muito pelo contrário, ela foi firme em todo tempo e depois que a idade chegou, conceber o fato de que ela precisa estar numa posição mais vulnerável, não seria algo fácil, mesmo que isso custasse a relação de seus filhos. O episódio mostrando o contraste dos lapsos dela no presente e no futuro trouxe algumas revelações como o rompimento dos irmãos, mas, no fim o episódio lembra como as tradições ainda passaram de geração em geração com o filho de kate revivendo a tradição de Nicky e Jack e os 2,5kg de camarão.

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Dam Souza

Baiano que tem caruru e vatapá no sangue, aquele que é o canto da cidade e só discute com quem entende de Inês Brasil.

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