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Titans – S02E06 – Conner

Será que agora a temporada finalmente engatou de vez?

Olha, eu preciso ser bem sincera com vocês e dizer que após assistir aos episódio 3 e 4, eu fiquei bem preocupada com o rumo que a temporada estava tomando. Até ali tudo que nós tínhamos era uma montagem bagunçada, histórias seculares espalhadas e cheias de pontas soltas, poucos avanços no arco principal, muita encheção de linguiça e personagens caindo de para-quedas, isso tudo sem falar dos efeitos especiais duvidosos.

No entanto, o 5º episódio, intitulado “Deathstroke” já começou a rebalancear as coisas e me mostrou que, talvez, a temporada não estivesse tão perdida quanto eu imaginei anteriormente. De maneira bem resumida, eu acho que o episódio passado entregou um bom saque para tudo que viveremos durante a temporada, e essa boa partida já começou a ser muito bem aproveitada no episódio desta semana, “Conner”.

Diferentemente do 4º episódio (“Aqualad”), o flashback de hoje funcionou muito bem para nos entregar um bom contexto de apresentação para um novo personagem que, aparentemente, será de suma importância daqui para frente. Na verdade, nem sei se podemos classificar exatamente como “flashback”, afinal de contas, tudo que vimos acontecer com Conner e Krypto aconteceu apenas alguns dias e/ou horas antes do encontro de storylines.

Algo parecido já havia sido feito em “Doom Patrol”, episódios conseguintes que se completam e apresentam diferentes visões de coisas que estão acontecendo simultaneamente. Foi legal ver “Titans” beber dessa fonte, pois “Doom Patrol” teve uma primeira temporada extremamente sólida, criativa e competente. Eu gostaria demais se todas as séries do DCUniverse seguissem esta mesma linha de produção.

Eu estava bem curiosa para ver como eles iriam introduzir Conner e toda a saga do “Projeto Cadmus” desde quando anunciaram a participação de Superboy e Lex Luthor na temporada. Como eu também acompanho “Young Justice”, pensei que tentar incorporar isso aqui em adição à todos os sub-plots que já tínhamos seria uma extrema bobagem. Mas felizmente me enganei, pois eu acho que tudo funcionou bem organicamente. Na mesma medida que nós conseguimos absorver super bem o personagem Conner, nada ficou tedioso e nem com aquela sensação de correria e salto de etapas.

Como foi explicado no episódio pela Dr. Eve Watson, Conner é um clone do Superman com genes humanos advindos do vilão Lex Luthor. Ele tem de quase nenhuma para nada de experiência com a vida humana em geral, tudo que ele está experienciando agora é sua primeira vez, logo, não há muita maturidade no personagem e controlar sua raiva e impulsos é bem complicado, ainda mais quando ele não compreende bem quem é e experiencia visões de memórias de ambos Lex Luthor e Clark Kent. Acho que até para auxiliar no desenvolvimento de empatia do personagem, junto ao Conner, eles nos apresentaram o Krypto, que instantaneamente já cria um vínculo com Superboy.

Por durante quase todo o episódio foi isso que nós acompanhamos, a estrada de Conner e literalmente toda a sua bagagem até o fatídico primeiro encontro com os Titãs. Mas a ação de verdade ficou para o final, obviamente. No episódio anterior, nós fomos deixados num baita gancho! Jason Todd iria morrer ou viver? E como todos já devem saber, a morte é algo mandatório na história do Jason, afinal, ele só poderá se tornar o Capuz Vermelho se morrer e voltar à vida, faz parte do “DNA” do personagem e cedo ou tarde vai ter que acontecer.

Inclusive, a DCUniverse usou e abusou dessa dúvida durante toda a semana, viu? HAHA. Eles criaram enquetes tanto no Instagram quanto no Twitter perguntando sobre o destino de Jason Todd, se aproveitando totalmente do que fizeram lá nos anos 70, quando o próprio público decidiu que Jason Todd deveria morrer. Eu achei uma jogada de engajamento bem legal. Mas se vamos ser sinceros, cedo demais para matarem o Jason, né? O personagem está em desenvolvimento e ainda precisa ser melhor trabalhado antes de partimos para sua “forma final”.

Além disso, a atuação do Curran Walters como Jason Todd vem sendo, na minha opinião, um dos pontos mais altos da temporada. Ele absorveu o personagem muito bem, ao ponte de que Jason é o meu Robin menos preferido de todos, atrás até do Damian, mas a construção e caracterização aqui está tão boa que realmente me faz gostar dele.

E apesar de saber que era cedo demais, foi exatamente esse carisma do personagem que fez muita gente ficar apreensiva para esse desfecho da queda. E bem, acabou que tudo se encaixou muito bem, né? O Conner chegar salvando o Jason tornou esse encontro bem coerente, diferentemente do que rolou com a Rose (pelo menos por o que sabemos dela até aqui).

E se vocês me derem espaço para viajar/surtar aqui… Shippei Conner e Jason? Puts, HAHA. Obviamente não é algo que será cannon na temporada, mas por favor, que deixem as fanfics começarem, já quero! HAHA. A troca de sorrisos deles na cena do salvamento foi tudo pra mim!

Mas como nem tudo são flores… Claro que terminamos o episódio de forma sofrida! Conner levou tiros de balas de kryptonita e, com certeza, já vai ser mais uma bronca pros Titãs lidarem. E isso nem é tudo! LEVARAM O MEU KRYPTO, MEU DEUS DO CÉU! RESGATAR O CACHORRO TEM QUE SER PRIORIDADE, PORRA!

Cenas dos próximos capítulos, claro. Eu tenho um palpite que eles irão levar o Conner ferido à Bruce Wayne, afinal, esse é o nome do episódio da semana que vem. Inclusive, altas expectativas para esse episódio, espero não me decepcionar!

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Luana Medeiros

Sinceramente, não sei mais há quanto tempo estou nesse site? Mas olha, faz um bom tempo! HAHA. Atualmente cuido mais de reviews de realities musicais, mas também faço meus corres nos seriados, porque a vida é isso aí! Tenho 24 anos, sou formada em rádio/tv/internet, e nas horas vagas vocês me encontram por aqui! ;)

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