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Trilogia Fear Street: unindo o melhor e o pior de dois mundos

A Netflix pensou: e se uníssemos o melhor de nosso catálogo com uma pitada de terror Slasher?

Durante o mês de julho a Netflix lançou ao longo de três semanas a trilogia Fear Street – Rua do Medo, em português. A intenção foi fazer uma franquia que trouxesse o clássico terror Slasher, com mortes sangrentas e assassinos macabros, misturado com romance adolescente. E aí, deu certo?

Esse texto vai conter SPOILERS, então se você apenas quer conhecer a trilogia é melhor pausar a leitura e voltar aqui depois de ter visto todos os filmes!

Toda a trilogia conta a mesma história: uma cidade pequena chamada Shadyside que vive às sombras da irmã rica Sunnyvale e que aparentemente é assombrada, ou melhor, amaldiçoada por uma antiga bruxa. Há todo um histórico de assassinatos estranhos, pessoas normais que por nenhum motivo aparente se tornam assassinos cruéis e acabam fazendo um estrago. O primeiro filme é uma amostra do que podemos esperar: adolescentes juntos lidando com mortes e enfrentando um mal sobrenatural, que no meio disso tudo resolvem também se apaixonar. Um momento oportuno, não?

Eu confesso que não esperava certas coisas no primeiro filme, como a morte da personagem Kate (que me deixou um pouco chocado) mas gostei da maneira como introduziram a história, apesar de não ter sido da forma mais inovadora possível. Já o segundo, Rua do Medo: 1978 é o meu preferido de longe. Vi muita gente reclamando e simplesmente pensei: ué, não era isso que vocês esperavam?


A personagem interpretada pela Sadie Sink é o básico do básico: a adolescente ranzinza que desconta a raiva nos outros e tem problemas com a família. Sua irmã, interpretada por Emily Rudd, é o brilho do filme. A personagem é encarregada de lidar com o mal diretamente, tendo em vista que o assassino escolhido pela bruxa é seu namorado, e simplesmente carrega todo o carisma da franquia. Eu simplesmente amei. A atuação e o desenvolvimento da personagem foi surpreendentemente bom, principalmente se tratando de um filme de terror adolescente. Os outros personagens também foram satisfatórios, mas o arco das irmãs sem dúvida alguma foi o ponto alto da narrativa no segundo encontro com Shadyside.

O segundo filme serviu para termos um pouco mais de pistas sobre a maldição que assombra a cidade, mas algo que muita gente ficou comentando e que tenho certeza foi feito de propósito, foi o ‘’desaparecimento’’ daquela menina chata, que ficou no banheiro e simplesmente sumiu. Eu acredito que essa personagem (Sheila) é a tia da Kate. Ela chega a comentar no primeiro filme que sua tia estava no acampamento quando toda a tragédia aconteceu e, bem, acho que podemos considerar que essas pontas se encaixaram.


O terceiro, que se passa em 1666 conclui a trilogia bem, se considerarmos que desde o início era a intenção trazer uma abordagem nada inovadora. As protagonistas centrais da trilogia, Deena e Sam, pra mim foram a maior decepção de todos os filmes. Não sei se por falta de química ou simplesmente por ter personagens melhores, mas as duas em todas as cenas pareciam que estavam lutando pra encontrar o carisma inexistente do que contra uma maldição.


Foi uma boa conclusão para a história de Sarah Fier, aliás o delegado estava sendo suspeito desde o início. No fim, o filme cumpriu o que prometia: fizeram uma boa trilogia, não a melhor de todas no quesito terror, tampouco em relação ao romance, mas uniram os pontos positivos e negativos de cada um e transformaram em uma história divertida de acompanhar. Provavelmente a Netflix vai investir em mais produções do tipo ou até no mesmo formato e cabe a nós esperarmos pra ver se vale a pena. No mais, fica a minha recomendação caso vocês estejam atrás de uma boa maratona mediana daquelas que você precisa pra passar o tempo.

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Erik Lacerda

Paulista, 17 anos, não bebo mas rola um cantinho do vale de vez em quando (ou é cantina? não sei). Amo comentar sobre tudo o que assisto porém nenhum amigo meu tem paciência pra me ouvir falando besteira sobre GOT, Grey's e How I met Your mother, por isso estou aqui.

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