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Vikings – Season 6B – A despedida dos nórdicos [Series Finale]

O último (satisfatório?) suspiro do legado de Ragnar Lothbrok.

Quem acompanha esse grande sucesso do canal estadunidense History, sabe o quanto a atmosfera da série experimentou altos e baixos durante seus sete anos no ar. Em sua última leva de episódios, não foi diferente, Vikings adentrou novos territórios, trouxe de volta rostos conhecidos, finalizou a jornada de personagens de destaque e, sobretudo, foi usada como palco de desfechos de cunho social. Acredito que o fato de ter assistido esses últimos dez episódios com ZERO expectativas, ajudou-me a desgostar menos de ter acompanhado e, posso estar enganado, mas esses dez foram menos piores que os dez primeiros da temporada.

Ingrid é, sem dúvida, a maior surpresa dentre os finais dos personagens. Imaginem aí, quão inspirador não seria (ainda mais naquela época) ter uma antiga escrava na posição de maior prestígio e influência de todo um território. A forma como os escritores e produtores ousaram, com a construção da personagem, ainda mais em Kattegat, serviu para lembrar-nos do quanto a representatividade feminina é valorizada e importante.

Francamente, por mais fiel à realidade e importante que fosse para a narrativa, eu estava saturado de ouvir “son of Ragnar“. Sem dúvida, sempre houve um peso associado a isso, só quero deixar claro para vocês que não sou fã dessa ideia de alguém viver na sombra de outra pessoa.

Todo o drama em torno da morte de Ivar foi uma piada pronta. Jurava que seria algo mais grandioso, mas só me fez pensar que loucura ter parado a batalha toda por conta disso. Sem contar que, por mais que não tenha dado tanta importância, a descartabilidade do núcleo russo ficou evidente e ver a Islândia sendo esquecida me fez odiar mais ainda o tempo de episódio gasto com o desenvolvimento deste núcleo. Os fins de Hvitserk e Ubbe foram bem agradáveis, na minha opinião, esse núcleo com os nativos (acredito que americanos) contribuiu para dar uma enriquecida na série, uma vez que a caracterização desse novo povo foi fantástica e, certamente, essa é uma dos aspectos da série que ninguém pode botar defeito.

A forma como o retorno de Floki e a despedida de Gunnhild roubaram a cena são dois pontos que não poderia deixar de comentar. Fiquei meio triste que não tivemos nenhum outro momento Valhalla e que a águia de sangue não foi executada. Infelizmente não tivemos o retorno de Rollo e é algo totalmente compreensível, já que não teria fundamento.

Finalizando só gostaria de dizer que foi muito interessante acompanhar a fidelidade dos escritores à narrativa, em cumprir as profecias do vidente e devo afirmar que o fim foi médio bom. Aos fãs da série que desejam ver um pouco dessa atmosfera sendo trabalhada em outra narrativa, resta esperar Vikings: Valhalla e deixo aqui minha gratidão aos leitores e a Michael Hirst por possibilitar-nos acompanhar a jornada dos nórdicos em uma das melhores séries de épocas já exibidas. Abraço e um ótimo 2021 para todes!!! 🙂

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Antonio Netto

Estudante de Engenharia Química. Pernambucano engraçado, dono de uma gargalhada única e de um sotaque marcante. Apaixonado por comida, séries, química e cálculos. Até gosta de estudar mas, sempre que pode, está pelo mundo curtindo e falando da vida alheia.

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